
Derrepente eu estava novamente ali,envolvida em seus braços. Parece que há pouco tempo nós estavamos tão distantes...é como se eu gritasse sua voz porém você não conseguisse ouvir -ou não quisesse-. Simples, mas complexo. Estranho e confuso. Antes pareciam que as palavras sumiam ao mencionar para ti "Precisamos conversar".
Estava deitada de bruços quando você começou a por sua mão entre meus cabelos e acaricia-los. Eu estava com sentimentos totalmente embaralhados e mal conseguia te olhar,pois se te olhasse,perderia mais o sentido que estava tentando ter - se bem que ainda não tinha sentido algum-. Como pude ficar tão chateada? Talvez eu não seja a única. Aposto que outras garotas assim como eu, já colocaram sua cabeça no travesseiro,como se ela estivesse carregando toneladas de pedras...pois doía tanto,e as dores transbordavam pelos olhos, que faz chorar por algo que não fosse tão sofredor assim,e por um garoto que não desse a mínima importância,ao contrário de você. Porém,sim,eu gostaria de explicações...mas que explicações? O que você falaria? "Desculpe"? Não...não servia.
"Está tudo bem?" Você perguntou olhando diretamente em meus olhos - Eu? Bem? Não,não estou bem. Sou tão sensível,é como se uma faca ultrapassasse meu coração há cada passo largo que você dá, a cada sorriso, olhar,que você presenteia outras pessoas...e não a mim - "Estou" Respondi. "Eu conheço você." - Me conhece? mesmo? - "Então não me conhece o suficiente!". Dizendo isso,meu coração disparou...Como não me conhece o suficiente? O que deu em mim? Você é a única pessoa que conhece cada detalhe da minha vida,cada dor,cada sentimento que sinto. Não,não pensar...não vou pensar no que acabei de dizer. Em meio dos meus devaneios,ouço sua voz: "Vamos lá fora amor,vamos conversar!".
Abri o portão como se fosse a porta para um mundo perdido. Dramática? Talvez,porém totalmente insegura. O que dizer? Mencionar na sua frente que pensei frequentemente em deixar tudo para trás? Espera...Por que eu pensei nisso mesmo? Ah é, meu orgulho besta. Me posicionei encostando no muro,cruzei os braços e vi você fazendo o mesmo,por um momento,quis te abraçar e rir da nossa situação constrangedora causada sem um motivo ao certo. Sinto como se todos ficassem mudo,tampei meus ouvidos com medo do que você falaria,ou apenas por medo de ouvir o próprio silêncio...Tudo se quebra,ao você dizer: "Pronto,agora diga-me o que você tem, sinceramente odeio vê-la assim,sinto-me culpado...". Pronto,meu mundo desabou. Tentei escolher as palavras enquanto lembrava-me dos ensaios na noite passada,pois eu tinha tudo em mente sobre o que falaria,mas,tudo apagou-se totalmente de mim. "Sabe o que é...Ou nós levamos tudo entre nós realmente a sério,ou não teremos mais nada". Você me olhou totalmente apavorado,seu medo e insegurança estavam tão nítidos que até eu mesma pensei inúmeras vezes no que tinha citado: Fui uma imbecil.
"Quantas vezes você pensou nessa possibilidade?" - Você me perguntou como se já soubesse que esse era o assunto - "Isso o que?" - Tentei me fazer de vítima - "Separar" Você disse. "Não quis dizer bem isso..." - Fiquei desesperada,um sentimento confuso repleto de medo e agonia se juntaram dentro de mim - "Dar um tempo?" Você mencionou. "Talvez" Disse olhando em seus olhos. Notei que a sua expressão havia mudado, achei que você iria chorar. Seus olhos ficaram vermelhos e percebi que começaram a encher d'água, tudo ficou em um pleno silêncio novamente,e com isso,eu ainda tinha muitas outros assuntos para tratar,quando começamos a discutir com palavras sem nexo,que modéstia parte eu não lembro quais são elas,só lembro quando você disse em um tom um pouco mais alto que o normal: "Você é ciumenta , isso é possessivo,muito possessivo!".
Isso foi mesmo o que acabei de ouvir? Agora eu percebi que amo dizer para os outros ouvirem,mas odeio quando deixam expostos o meu maior defeito: Ciúmes. Fiquei sem palavras,meus lábios começou a tremer e vi saindo lágrimas dos meus olhos,sem que eu tenha forçado ou nem que eu tivesse querendo começar a chorar. Senti você chegando cada vez mais perto de mim,e envolvendo seus braços entre mim,dando-me um forte abraço. Deu-me um beijo quente e demorado em minha testa,fazendo com que eu chorasse mais ainda. "Eu sou apenas seu amor,não precisa de nada disso. Eu te amo,te amo muito" - Te ouvi dizendo essas palavras em um tom tão baixinho,porém tão confortante... - "Eu tenho medo de perder você...e sabe muito bem que sou ciumenta compulsiva,como você diz" - Fiquei irritada, porém apenas por segundos - " Você acha que não tenho medo de te perder? Fico em desespero quando vejo você ao lado de alguém que não seja eu. Mas eu lembro-me de quantas vezes você me disse que nunca iria me deixar,e acabo por esquecer" Fiquei em silêncio. Demorou um pouco até eu olhar profundamente em seus olhos e dizer: "Não sou assim. Eu tenho ciumes e demonstro. Tenho medo. Eu te amo." Tinha muito mais há dizer,mas não queria causar mais conflitos, então puxei-o e fomos para dentro.
Passamos a tarde inteira trocando risadas,cócegas,brincadeiras,beijos,abraços e carinhos. Bipolaridade? Não,é amor. Lembro-me de ficarmos assim até a hora de irmos para sua casa.
Deitei em sua cama como se estivesse em minha própria. É tão gostoso poder me deitar e sentir nos lençois o seu perfume. Viro-me para o lado e vejo o meu lençol preferido.Criancisse. Talvez porque eu saiba que é ele que você abraça todas as noites,fingindo ser eu...E sinceramente, eu amo quando abraço-lhe e você diz que estou te trocando por um simples tecido. Você se deitou em meu lado, e me abraçou forte. Senti você acariciando meus cabelos, e a vontade de poder te beijar foi ficando cada vez mais imensa. Te beijei. Pode parecer um beijo comum,mas não é, e nunca foi. Cada vez que eu te beijo, parece que algo em mim inova,por um certo tempo eu tenho a resposta para todas as minhas incertezas, porém,tudo isso termina quando nossos lábios param de se tocar.
Ficamos assim por um longo tempo,mas esse tempo passou rápido demais. Levantei-me e, arrumando meu cabelo,ouvi você mencionar: "O último vai amor..." - O último? Não,não - " Claro que não né, estou indo-me embora já..." - Não deu tempo nem de pensar, você me abraçou e me deitou na cama, me dando vários selnhos. Te dei um tapa leve no busto e ri - "Seu bobo". Levantamos,abraçamo-nos, e fomos para fora.
Chegamos na varanda,e como se fosse o mesmo pensamento, olhamos juntos para o céu. Estrelado,lindo. Completando nosso confuso dia. Senti você me abraçando novamente,mas dessa vez,foi forte,porém confortante. "Eu te amo bebê" - Ouvi você dizendo bem baixinho,apenas para mim ouvir - "Eu também te amo amor" Disse. "Muito?" - "Muito."
Olhei mais uma vez para o céu, parecia que elas estavam assistindo a essa cena, e aplaudindo,como se elas soubessem cada um de nossos pensamentos. Pois elas brilhavam,como o meu coração no momento. Estranho,mas me senti assim.
Cheguei em casa, tomei um demorado banho, e fui para a cama. Deitei-me e começei a ter vários devaneios, até conseguir pegar no sono. Não deu certo. Olhei para a janela e senti um imenso encomodo: A lua brilhava mais que o normal, e não deixava-me nem olhar normalmente para ela. Meus olhos ardiam a cada vez que tentara olhar. Parecia que ela estava lá,escondida,acompanhando cada detalhe. Parecia que ela queria dizer-me algo. Que confuso! Uma lua querendo dizer algo? Mas mesmo assim, não conseguia-a ainda olhar para ela, e muito menos dormir. Comecei a refletir o quão fui idiota, e o quão consigo fazer com que meus ciumes suba a minha mente. Pensei comigo mesma: "Eu o amo, o amo tanto. Não sei como consigo aguentar todo esse amor dentro de mim" - E assim,virando-me para o outro lado,abraçei o cobertor, peguei-me no sono,profundo,confortante, e a saída para todos os meus pensamentos.
Muito obrigada mesmo para quem leu. Simples,porém eu gostei hihi Está sendo baseado em fatos reais que aconteceu comigo,e outras pessoas. Espero que entendam e gostem *-*
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