
Seus dedos encaixam perfeitamente ao dele - eles se entrelaçam sem esforço algum - como se fosse tal quebra-cabeça facilmente de ser montado. Ela sempre o amou pelo jeito bobo dele faze-la feliz; Apesar de lá seus defeitos e momentos psicológicos difíceis de ser entendido. Ele a dava leves beijos em seu nariz, percorrendo o caminho das suas bochechas, seus lábios, até chegar ao seu pescoço, encostado em sua orelha; Pois ele sabia que a fazia arrepiar totalmente. Ele conhecia todos os seus jeitos, e por isso sempre valorizava cada sorriso vindo de seu rosto, pois sabia que, mesmo sendo difícil, ela nunca negara um sorriso para ninguém. Simpática, com um leve tom rosado em seus bochechas, sua pele clara e seus cabelos pretos como o da Branca de Neve, ele sempre a lembrava o quão ela era o bonita, e o quão sortudo era por tê-la ao seu lado. Ao amanhecer, o homem sempre levantava mais cedo para trazer o café na cama: Um mimo para sua pequena. Ele já a fazia abrir um sorriso sonolento logo cedo; E sempre perguntava como tinha sido a noite. Ela raramente dizia que tinha sim, mas também não negava, pois já estava consciente de que ele sabia de todos os seus problemas. A pequena mulher, sempre tão bonita e sorridente; Nunca foi vista com maquiagens pesadas ou roupas vulgares, sempre usou vestidos floridos e um pouco curtos, para mostrar suas pernas tão delicadas. Ela era de poucos amigos, porém, estavam ao seu lado em todos os momentos: tristes e felizes. Ele, apesar de ter ciúmes, sempre compreendia que ela era carente de atenção, então - quase - nunca reclamava de tantos amigos ao seu redor. A pequena, apesar de parecer tão feliz aos olhos da humanidade, sofria de sérios problemas em sua saúde. Ela tomava controladamente remédio todos os dias para seu sangue continuar estável; E ele nunca a esquecia disso. Sim, como vê, ele a tratava como uma princesa, sendo digno de ser nomeado como um príncipe. Quando a via mal, já tentava anima-la de vários jeitos, fazendo-a esquecer do seu - assustador - problema. Quase ninguém sabia o que a menina passava, apenas os que ela deu sua confiança para contar, o que quase nunca acontecia.
Ele a fazia cócegas para esquecer suas dores; A colocava para dormir em seu colo e brincava com os dedos entre seus cabelos; Vendo-a sempre assim, branca, porém linda (como ele insistia em chama-la). Ninguém nunca imaginara o quanto ela sofria pela sua doença, mas ela ficava em paz, pois mesmo sabendo que eram poucos os que conheciam seu segredo, sabia que tinha verdadeiros amigos, que iriam estar lá sempre quando precisasse.
E eles viviam assim, protegendo-se, amando-se e sendo feliz, sempre tentando desviar-se de tudo o que pudessem, para não os prejudicar.
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