Insensato, confundível
Andando pelos cantos tentando achar esse alguém
O alguém que eu perdi.
Ora manias, ora risadas, momentos perdidos
Lágrimas derramadas em vão.
Um ser tentando se procurar no meio da multidão.
O que esse alguém tem
Que eu não reconheço mais?
O que dizer de um ser que por tempos foi meu
E agora vejo escorregar entre meus dedos?
Não é como reconhecer um corpo, e sim
reconhecer uma alma perdida, um mero
que é impossível de se conhecer.
Saudades
do que se tornou desconhecido.
Talvez seja saudades de alguém
Ou talvez essa saudade desse alguém
Seja um alguém, que já foi eu.
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