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27 outubro 2013

Beatles, Instituto Royal e o ser humano.

 Depois de os ativistas  retirarem 178 beagles de um laboratório em São Paulo, a maioria de nós vemos o que acontece com os pobres animais. Eu, por ser completamente contra o uso de animais nos laboratórios e ser uma pessoa defensora deles (Aliás, como já devo ter citado, em consequência disso, sou vegetariana, não consigo comer animais). Apesar de várias revistas (Apenas para ganhar leitores, na minha opinião) no decorrer desses dias virem com matérias defendendo as invasões e com o espírito de "caridade" com os cachorros, fique atento: Devemos estar ligados no que realmente a mídia quer passar para nós. Ela quer mesmo que pensemos com nossas próprias opiniões ou simplesmente nos impor o que é certo e errado? Mesmo que várias digam que ajudam o leitor a ter sua própria escolha e suas próprias opiniões, é fato dizer que apenas aceitam se forem compatíveis com o que desejam para nós.
 Como posso mencionar aqui, minha família assina a revista VEJA. Sempre li e gostei da maioria das matérias que a revista aborda. Porém, na última edição, ou seja a 2345, a matéria "Amor sem remédio" com o especial de 17 páginas, me deixou extremamente intrigada em certas partes. Mesmo que a revista esteja tentando se mostrar caridosa e completamente contra o que fazem com os animais, podemos ver que na realidade não é bem isso. Vamos analisar algumas partes que fotografei da revista:


   Primeiramente, aconselho todos a lerem a matéria (Mesmo que seja isso que eles querem,mas é só para depois nunca mais precisarem se preocupar em ler algo assim novamente). Todos vão ver como, no início, eles se mostram preocupados com os animais, para assim, nós, que nos importamos com os bichos, ficarmos mais tranquilizados. Após alguns parágrafos, que começa a pequena "lavagem cerebral", ou apenas a "simples opinião deles tentando contradizer a nossa".


"Amor sem remédio. "
Vamos analisar o título da capa. Diretamente, significa que se você tem amor ao animal, ficará sem remédio. Não adianta se apegar a algo, não permitir a ciência de usa-lo e querer bons remédios e curas para doenças ao mesmo tempo.

"Ainda não dá para fazer ciência sem que eles sofram, mas cada vez mais isso é intolerável"
É quando a revista se mostra "preocupada" com a vida dos animais, porém tenta nos mostrar que mesmo apesar disso, não terá ciência se não deixarmos do jeito que estava.


"...mas não é por ser legítimo que esse sentimento permite o vale-tudo." Ou seja, não é por causa de a maioria dos seres humanos terem um amor imenso pelos animais, que devem interromper novas descobertas.



" [...] Eta espécie complicada esta nossa. Depois de ralar durante milênios para construir uma civilização tecnológica com aviões, carros, internet, vacinas, antibióticos e anestesia, o bacana agora é lutar pela volta ao mundo natural. [...] Depois de tudo isso, esquecermos que o que nos trouxe ao atual estágio civilizatório foi o trabalho obstinado e austero de mentes brilhantes em ambientes monásticos e idolatramos os barulhentos ativistas."

Acima, pode-se ver o subtítulo e abaixo, escrito uma parte do texto da matéria. Está extremamente claro o que o escritor quis dizer:" Ou seja, como podem salvar os animais que tanto ajudam para nosso desenvolvimento, nossa saúde e até algumas futilidades?" Será que então nós seres humanos não temos tanta inteligência e capacidade o suficiente para outro método? Será que realmente temos que prejudicar e maltratar tantos animais indefesos? Nós, sendo como os animais mais inteligentes do mundo, deveríamos cuidar dos outros que não sabem falar que está doendo, que se sente sozinho, que precisa de carinho, que está com fome...Simplesmente abana o rabinho quando está feliz ou coloca-o entre as pernas por estar com medo. Desculpem por jogar a verdade na cara, mas os seres humanos não são superiores ao resto apenas por causa da inteligência. Aliás, tenho constantes dúvidas em relação a isso.



A palavra inteligência entre aspas me intrigou. A matéria exposta aborda sobra a capacidade e a inteligência dos animais, dizendo exatamente sobre cada qual, como no trecho "...surpreendem com sua capacidade de aprendizado". Então por que entre aspas?



Mais um título e sub-título de uma reportagem. Nela, a conversa já vai para o lado oposto. Como podem dizer que os animais se sacrificam por nós? É como se eles gostassem de fazer isso, como se realmente eles tivessem algum tipo de gratidão,  e falam isso apenas para nos comover.



E aqui, uma imagem que choca (Como diz na revista, essa  pesquisa foi feita para nós termos uma base do que o cigarro faz com o ser humano, e então, fazendo os cães fumarem também). Só de olhar para a cara dos cachorrinhos já dá vontade de chorar.


Já nesta imagem, fotografei de um "esquema" que eles fizeram falando sobre os experimentos, o que nos beneficia e o que acontece com os animais depois: Ou seja, apoiando a ciência e contradizendo nossa opinião sobre a libertação dos mesmos. Nessa parte, eles falam que os cachorros são raramente sacrificados e passam por um processo de reabilitação para serem adotados. Será verdade? Depois de tantos remédios, injeções, experimentos, pesquisas; depois de vermos o corpo do cachorro congelado no nitrogênio na televisão, das partes de animais...Será que eles realmente sobrevivem, ou isso é mais uma jogada de marketing para nós acreditarmos e deixar tudo como está?



E aqui, uma parte de um texto da reportagem. Como podem ler, eles dizem que - apesar de todas as fotos, com os animais sofrendo, com o olhar perdido, muitos sendo sacrificados - soa descabível nós fazermos de tudo pela libertação dos animais, e ainda termina o texto com uma pequena ironia para nossa parte, dando até a preocupação de colocar o diminutivo das palavras "Aquele 'remedinho' que o totó toma em casa existe graças aos testes com outros animais nos centros de pesquisa."



Concluindo, acho que devemos repensar em tudo o que lemos, termos nossa própria opinião. Aliás, vivemos em um país onde temos liberdade de expressão, podemos expressar nossas opiniões. questionar o que escrevem e também defender pelo o que achamos. Ao meu ver, eu poderia dizer tantas coisas, porém é mais fácil alertar e nos unirmos para lutar pelo o que realmente acreditamos. O animal em si, completamente indefeso, amável, que vê no ser humano o porto seguro, também pode encontrar o seu pior pesadelo. Pare e pense: Quando você briga com um cachorro, por exemplo, ele coloca seu rabinho entre as pernas, abaixa a orelhinha, e pode-se perceber que ele fica tão triste, isolado. Agora tente chama-lo novamente, e vê se ele não vem correndo abanando o rabo novamente. Isso seria o que? Que eles não tem sentimentos? Que não os amam? Ou é o amor mais puro que existe no mundo?! Reflitam, por favor...E nunca deixem a mídia nos manipular em todas as ideias.













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