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22 novembro 2013

Mais um texto para meu blog (f)útil.




Estou tentando me achar entre meus pensamentos. Um pequeno sinal de lucidez, ou razão. Mais uma vez, vejo-me saindo novamente pela mesma porta em que várias vezes insisti para entrar, humilhando-me e dando algo de mim que até eu desconhecia. Ah...Deus, até quando vou acreditar nas pessoas?! Até quando acreditarei que ainda pode existir mais alguém nesse mundo que tenha no mínimo um pouco de caráter, para cumprir suas próprias promessas?! Eu, tão boba, acreditando que talvez o amor possa ser a solução para todos os problemas inacabáveis desse mundo. Eu, que achei ser a pessoa mais sortuda e muitas vezes gritar para o mundo o quanto deveriam acreditar em mim em relação ao tal amor.
 Ah, querido, como gostaria que você lesse todas essas palavras. Como eu gostaria de poder te dizer tudo que está entalado em minha garganta, nesse momento. Espero que não esteja tão enforcado em suas próprias promessas que nem sequer em um momento quis cumprir. Como está se sentindo? É complexo dizer, ao ver esse sorriso estampado em seu rosto que serve apenas como uma máscara para tentar me afetar ainda mais. Pego-me pensando, como alguém pode dizer que ama, e fazer essa tal pessoa amada sofrer, mesmo tendo tudo em mãos para ficar junto. Espero que esteja boa a vista na platéia, mas as cortinas estão se fechando e acho que não conseguirá ver o que deseja ver. O que pensa em fazer agora?! Existem tantas opções para quem é transbordado em orgulho: Futilidades, talvez seja a maior indicação para você, ou quem sabe, alguma outra coisa que você possa fazer, ou dizer, apenas para tentar me fazer mal.
 Digo-te uma estranha afirmação: Vá em frente, que você consegue. Mal precisa se esforçar para ter o meu mundo inteiro em suas mãos. Eu fui só uma tola, eu sei, tentando acreditar em um amor que talvez não existiu, ou nunca foi forte o suficiente como dito, para poder ultrapassar todas as barreiras. Não me culpe, não estou com peso na consciência sequer; o que dói é amar alguém que não amará de volta...Só que como dizem, o tempo passa, e talvez, por coincidência ou clichê, eu consiga superar. Eu apenas estou cansada, de dar tudo de mim, para quem não tem tudo para me dar.
 Espero que esteja feliz. Sei que estou tentando virar a página desse livro pesado, cheio de anotações e acontecimentos sobre a nossa história sozinha, enquanto você está tentando pula-lo sem ter esforços. Porém, lembre-se: Não há como pular uma parte da história e ir direto para o final feliz. Pode ir tentando, esforçando-se, mas um livro incompleto, é um livro sozinho, e isso serve também para os seres humanos.
 E agora, mais uma vez, estou na mesma direção. Deixei-me humilhar, sofri, mas não me arrependo. Amei com todas as forças que podem existir nesse mundo. E você, se arrepende?! Não dói, em seu coração tão bloqueado pelo orgulho?! Sei que não poderei saber, pois fui apenas mais uma, que terminará escrevendo em seu blog "fútil", como achas, e sempre achou. Mas não se preocupe, eu estou bem, e eu tentei. Dói, como se meu coração quebrasse em milhares de pedaços e você estivesse apenas assistindo, sem segura-lo com suas mãos e dizer que tudo ficará bem, como sempre mostrou que iria fazer. Eu não entendo querido, sou difícil de me esquecer de pessoas, ou palavras, caso queira saber. Mas está tudo bem, tudo passará, e quem sabe amanhã, tudo fique melhor.

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