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| "Explicar o inexplicável." |
Ao fundo do guarda-roupa, já empoeirado e com as folhas amarelas e gastas, encontro o que há tempos atrás eu escrevia todos os dias, colecionava fotos e pequenos bilhetes recebidos de entes queridos: Um pequeno diário que traz em si alguns longos anos, com pequenas manchas de lágrimas e de perfumes (Que mal dá para sentir o cheiro, porém ainda há o manchado na folha já tão amassada, admito) entre os manuscritos.
Eis que ao juntar silaba por silaba de toda a escrita composta nele, deparo-me com a intensa mudança que ocorreu em minha vida daquela época até hoje.
É fato mencionar que sempre desejamos que os acontecimentos faça nossa vida ficar cada vez melhor.Entretanto, ao analisar detalhadamente, vejo que quanto mais eu gostaria de explicar o que eu sentia no momento, menos eu conseguia. E a cada palavra, foto, cartão, recortes, gradativamente demonstrava meu anseio por querer desvendar o que me atormentava, ou me fazia feliz. Eu sempre fui assim, o tipo de garota que coleciona momentos ora em textos, ora em fotos (Na verdade, ultimamente eu ando utilizando muito ambas as opções). Pois, apesar de registrar tudo em minha memória, é sempre bom dar boas risadas ou simplesmente ver o quão eu era idiota por sentir tal sentimento em tal época, se é que me entende. Não me leve a mal, mas eu já fui bastante boba. Acho que no fundo, todo mundo já foi ou pelo menos já se sentiu assim. Mas, como já citado, aconteceram mudanças drásticas em minha vida desde quando parei de utilizar o meu pequeno diário, e devo considerar que muitas eu não gostaria que acontecesse, outras eu já esperava, assim como as que eu não gostaria que acontecesse, felizmente aconteceu e hoje me faz bem, e outras que eu tanto desejava foram descartadas e hoje estou bem melhor sem.
Eu não conseguiria explicar tudo que eu senti nesse meio tempo, ou até nesses curtos minutos que estou escrevendo esse texto, porque percebi que sentimentos a gente não explica, apenas sente. Sente o amor, a dor, a paz, a esperança, a ansiedade. Apenas sente. Mesmo que a gente tente, não conseguimos explicar, e mesmo explicando, por vezes não chega a intensidade que realmente é. Todavia, continuar a tentar é algo que o ser humano insiste em fazer: Deparo-me fazendo declarações, ou até mesmo escrevendo para o meu blog, na expectativa te tentar explicar o que eu já sei que é inexplicável.
Contudo, eis que meu pequeno diário abrange pequenas sensações e me faz sentir o que talvez eu estava sentindo no momento em que escrevi, porém agora estou vivendo emoções e sentimentos tão fortes que não sei como demonstrar, escrever, compartilhar (E nem compara-se ao que já senti antigamente). Só continuo a escrever, organizando sensações, explicando - Inalcançavelmente - meus confusos sentimentos.
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