A vida ao ser mencionada por grandes escritores em livros, é expressada como se fosse uma metáfora de montanha-russa, ora sempre baseada em altos e baixos, demonstrando nas últimas páginas para o leitor, geralmente, algum previsível final feliz. Entretanto, na realidade, eis que alguns dizem que somos escritores das nossas próprias vidas, levando-as como pequenos contos (Se for levar por um lado realmente bem clichê), por mais que nós já estamos cientes de que diversas vezes não podemos evitar algum acontecimento que desmorone nossos planos, ou até simplesmente fazer com que algo que queiramos que aconteça, de fato, aconteça.
É fato que as nossas páginas, podem ser vistas como os dias das nossas vidas, não podem ser apagadas e reescritas novamente, assim como um autor faz com o seu livro antes de publica-lo para o agrado do público. Um dia pode ser extremamente perfeito, como se o mundo estivesse a favor dos seus almejos, porém, em menos de 24 horas depois, podemos nos encontrar em meio há vários obstáculos, ou perdas - Sim, perdas. De amigos, entes queridos, ou até do seu celular, que na verdade ultimamente se encaixa como parte da sua família - E por fim, desejar que aquele dia não tivesse existido.
É verdade, dói perder alguém que nós achamos que estaria sempre ao nosso lado, ou não acontecer o tal momento que por tempos estamos tentando planejar. E assim, para que tudo entre nos conformes, fazemos tudo dentro dos nossos limites (Ou as vezes ultrapassamos ele, porque, vai saber qual será mesmo o fim do nosso próprio limite). E se apesar de tudo nós não conseguimos alcançar o que desejamos, reatar a amizade, amor, ou trazer tal pessoa de volta para sua vida, o que nos resta é escrever. Isso, escrever. A escrita é de fato o refúgio de diversos seres humanos. Talvez, para muitos não significa nada, e para outros, é extremamente complicado juntar todas as sílabas existentes e transforma-las em pequenos sentimentos sufocados em um simples pedaço de papel. Mas sempre, de algum jeito, alivia a tal angústia.
Então, no fim, não conseguimos ser o autor da nossa própria história: Apenas pequenos anseios para que tudo dê certo. Ajustar mais amor de certo lado e mais risadas de outro para algo dar certo é necessário, assim como não demonstrar sentimentos, exceder em certos atos e correr atrás do que queremos também. Todavia, só queremos não ser abandonados, ou no mínimo, lembrados, para que todas as páginas vividas sejam concluídas e também almejem mais um "(...) e foi feliz para sempre."
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