Novamente vejo-me deitada lembrando do tal sorriso elusivo que vi há algumas horas atrás. Não sei o que tem que me deixa tão fissurada por um pequeno gesto que demonstre carinho, que me faz esquecer tudo o que já me corroeu algum dia. Dizem que tampar um buraco no coração com uma nova dor é um desafio que machuca, porém nunca fui das que escolhem o caminho mais fácil para se curar. Dizer metáforas é fácil, admito (Eis que muitos se dizem especialistas em amor, mas foram poucos que realmente o sentiu). Porém, mesmo após diversos diálogos em busca do que é melhor para mim, ainda me encontro absorvida pela ideia de que as pessoas podem mudar.
É algo sem explicação, que tomou conta de mim e eu mal sei o que fazer quando o sinto chegar. Me dói pensar que talvez eu seja mesmo a única coisa que ficou quando o que ele mais queria eram outras opções, mas meu coração grita com o anseio de um novo amor. Pode-se notar a fadiga em minha voz quando o tento alertar sobre o quão está me ferindo (Pois, meu bem, tento-o alertar todos os dias), entretanto, ele consegue me acalmar com sua voz em meu ouvido dizendo "Está tudo bem, só quero você".
Não há controversas. Não existe algo que tire da minha mente a necessidade de tê-lo por perto. Ah, é tão bonito. E dolorido. E excitante. E dolorido. E gostoso. Porém... Dolorido.
Diga-me: Como praticar amnésia em algo que você gostaria que nunca tivesse acontecido? Como não ancorar as mágoas? Como diz Isabela Freitas "É difícil acreditar novamente quando você muito acreditou em quem não fez por onde." Porém, como acreditar em alguém que já o magoou?
Não sei se é uma prática tão boa ao ponto de todos quererem um pedaço do meu coração para depois, jogar fora. Ah, meu bem, como eu gostaria de poder tê-lo, como ele me tem. De poder não ser magoada, como nunca magoei alguém. Gostaria de poder acordar, e abraça-lo sem o medo que me cerca de acontecer tudo novamente. De talvez tudo ser apenas algo que eu criei para não me cercar na solidão. Eu juro, gostaria apenas de dar meu coração para ele, sem o medo de deixa-lo cair no chão (...) Por fim, apenas tento passar mais uma semana, esperando eu ser a única opção.
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