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01 junho 2014

Ser.

 Ultimamente ando tendo uma certa nostalgia de ser. Ser amável, amada, sorridente em todos os momentos. Eis que sei o porque de tudo andar tão confuso, porém não vejo como tentar me mudar: O repulso por mudanças é o que eu sempre tive mais dificuldade de superar. Como aprender a valorizar o que há dentro do meu interior, e parar de tentar espelhar-me em quem eu gostaria de que precisasse de mim - Agora me diga, há tempos que o ser humano parou de implorar por alguém, para que continuar sendo assim? -. Querido, tentei de todas as maneiras possíveis me explicar quando o que mais eu precisava era do silêncio e não decifrar nada para ninguém; quantas vezes me rebaixei para tentar fazer o próximo se sentir bem, enquanto meu caminho estava praticamente em ruínas (...) Ah, de fato, é complicado, meu bem. É complicado tentar mudar o que sou a tanto tempo, mesmo que esse não seja o que eu realmente quero ser. Minhas gargalhadas, tão sufocadas por tentar impedir algum constrangimento e tantas histórias escritas para serem simplesmente descartadas depois . Pode-se comparar com aqueles tipos de livros que dura algum tempo na memórias dos leitores e depois vão para o fundo do armário, jogados em algum canto.
 Enfim, há mais o que fazer do que apenas tentar expressar-se. Tantas responsabilidades, indecisões, tumulto, para eu estar aqui, olhando para a cortina na janela sendo soprada pelo vento tão frio com as nuvens escuras tentando esconder o brilho das estrelas desta noite, pensando em o que é "ser" de verdade. E então, quem sabe, se eu tentar ser feliz com o que sou, eu talvez consiga ser melhor. Aliás,  sempre terá alguém que tirará miseras satisfações (Hipócritas, pode-se dizer) sobre o "ser" que eu sou, sem nunca ter nem me olhado nos olhos.

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