19 junho 2014
O tempo poderia passar mais rápido, talvez. Sentir as náuseas de um amor incompleto é extremamente doloroso, meu caro. Afirmo ao contrário quando alguém se impõe no direito de dizer que o amor é composto por duas pessoas: Sem nem mesmo saber o que é o amor de verdade. Tempo, tempo, tempo. Tudo que preciso. Olhar para o espelho e não saber quem é o refletido, ou nem mesmo seus pensamentos, vendo-se em um completo ser confuso sobre si mesmo. Amar só, doer por si só, e continuar mesmo sabendo que mesmo apesar de todas as tentativas, sempre irá falhar.
Já se viu relembrando momentos que gostaria de esquecer, principalmente os bons, que te fizeram sorrir algum dia? E querer lembrar apenas dos ruins, para poder te fazer sofrer menos e seguir em paz? Sei que parece loucura, mas loucura é o que devo dizer de como está minha cabeça neste momento. Ter um pequeno espaço no relógio para poder colocar meus sentimentos em ordem, poderia ser o suficiente, ao menos que o amor finalmente consiga parar de me machucar.
Eis que Clarice Lispector dizia "O caminho que eu escolhi é o do amor. Não importam as dores, as angústias, nem as decepções que eu vou ter que encarar." Porém, diga-me, por favor, há uma mínima chance de viver este caminho sem a dor? Sem ter que amar e se sentir sozinha no mesmo instante? Podem ser perguntas sem respostas, mas espero poder tira-las de mim algum dia. Afinal, o mesmo que me faz feliz, é o mesmo que me faz chorar (E quero excluir a última parte, que seja). Portanto, dê-me tempo. Para curar, chorar, pensar, crescer, inovar... Reencontrar-me.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário