Menu

10 novembro 2014

A second chance.

Ler ao som de Love Me Harder - Ariana Grande, The Weeknd ou Avril Lavigne - Give What You Like

 Meu olhar parece se desviar automaticamente ao se encontrar com os seus. Minhas pernas ficam tão desajeitadas e bambas, assim como eu. É essa sensação que tenho tanto medo, querido. Vejo se formar pequenas faíscas em minha visão sempre quando o vejo sorrir. Entregar-se agora, ou apenas continuar a omitir? Será que é o suficiente para você?
 Sorrio. Talvez seja. Eis que realmente gostar de alguém é trabalhoso, admito. Entretanto, sentir os lábios e ver se descarregar a solidão para longe é tudo o que eu gostaria agora. Porém, ninguém é de fato obrigado a ser tudo para outra pessoa. Você está preparado? Entrego-me inteiramente para você.
 E então,  sinto minha mente começando a se desvirtuar: Só não pare agora, continue mantendo seus olhos em mim, pois eu sou extremamente capaz de te fazer feliz hoje. Não quero assusta-lo, e eu sei que ao detalhar sobre meus sentimentos, é algo que irá acontecer. Apenas fico em silêncio, provocando meu coração com cada toque que recebo, gestos, e insinuações de que talvez sinta o mesmo que eu.
 Sento-me novamente. Já mencionei que estava paralisada em meio aos meus pensamentos enquanto me viu de pé encostada na parede? Não consigo ouvir o que terceiros falam, pois estou tão fixada que devo estar perdendo o juízo. Quero apenas sentir, e deixar-me levar. Vamos se perder juntos? Apenas me diga o que preciso ouvir. Já tive tantas desavenças, não quero que esse momento seja apenas mais um. Se depender de mim, não vai ser.
 Gostaria de ter uma pequena auto-estima, concedo. Sinto-me pequena em meio há tantas. Juro-te que estou tentando fortemente ser tudo o que você quer, dentro do que realmente sou. Você aceita? Surpreenda-me.
 Sinto-te chegando mais perto. Tremo. Continuo sentada ou levanto? Finjo não te ver ou observo? Opto por ignorar. Na verdade, o máximo que sei fazer em meio tantos sentimentos é apenas ignorar, e demonstrar não sentir nada, assim como todos habitantes deste lugar no momento. Será que é o certo? Ou talvez devo tentar me aproximar melhor? Quebrar a tal barreira?
 Admito que não sei. Todavia, em meio as palavras que saem de seus lábios encostados em meu ouvido no momento, com seus braços entrelaçados em mim, perco-me novamente. E tudo que eu sei fazer, é desejar que o momento congele, e que nada mude, como a vida sempre aparenta querer mudar (...) Dê-me uma chance.

Nenhum comentário:

Postar um comentário