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10 novembro 2014

Algumas (longas) primaveras.

 Ler ao som de Passenger - Let Her Go

 Sentir as famosas borboletas no estômago ao olhar para uma pessoa é algo que muitos irão presenciar um dia. Porém, como senti-las repetidamente sempre quando olhar para uma pessoa em especial? Eis que isso acontece, querido! E é tão bom, principalmente quando for recíproco. No começo tudo é extremamente perfeito, e você anseia para que determinada hora chegue e finalmente sinta aquele aroma tão gostoso que faz seu coração acelerar, juntamente com os toques carinhosos em seu corpo. Poderia ser assim para sempre, talvez. Ou pelo menos você deseja que seja.
 Contudo, a vida sempre prega peças. E aquelas borboletas começam a se tornar mariposas tão grandes que ao invés de cócegas, fazem-te enojar revirando-se dentro da sua barriga. E aquele sorriso que por tempos te prendeu, já não é tão verdadeiro igual nos primeiros momentos. Porém, você ainda sente a necessidade de insistir, tentando se lembrar do que sentiu nas primeiras palavras abafadas ditas em seu ouvido, tentando recuperar aquele arrepio que parece ter sumido conforme os anos. E sufoca. Esmaga. Faz-te querer por um momento, sumir. "Será que um dia sentirei aquilo novamente?!" Pergunta para si mesma. Então vem os desentendimentos, as lágrimas, e outras desavenças. Depois de tanta dor, chega o momento de desistir. As mariposas somem. As lágrimas, secam. E tudo aquilo que era tão bonito, que você tinha vontade de embrulhar em um papel e guardar dentro do bolso para nunca perder, por fim, termina.
 Os olhares se cruzam novamente, porém já não há mais o frio na barriga. Nem amor. Nem saudade (Pelo menos, não em sua parte). E também, já não dói mais.

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