Memórias espalhadas no chão como se fossem míseras fotografias, porém apenas existentes em minha mente. Tento desviar o olhar para todas as direções deste quarto, mas em cada sentido em que olho, sinto meu coração estremecer. Sabe, meu caro, é extremamente difícil quando percebemos o que de fato é melhor para gente, o que precisa ser feito. Eu desejaria poder fechar meus olhos por um momento, tendo a plena certeza de que quando eu abrisse novamente tudo o que eu senti, irá ter sido apenas um sonho.
Novamente olhando para o chão vazio, mas tão repleto em meu pensamento, encontro-me analisando fotografias como se cada uma fosse um acontecimento em minha vida. Umas tão alegres, felizes, que registraram algo que poderia ter durado para sempre; e outras, que mesmo que eu tente queima-las, nunca mudará o fato de terem sido registradas algo que de certo, aconteceu. Ah, Zé, como é complicado...Como eu gostaria de recomeçar tudo novamente, ou apenas conseguir apagar o que foi tão sufocante para mim. Seria tão bom se eu pudesse demonstrar para cada pessoa de cada foto o que eu realmente estava sentindo naquela hora..Ora como eu estava feliz, ora como eu gostaria com todas as forças para que ela não me machucasse mais uma vez. Quem sabe, tudo seria mais fácil se eu fosse um alguém mais previsível, que as pessoas pudessem ler meus pensamentos e sentimentos e não me tratasse como se eu fosse mais um figurante de uma foto.
Quem sabe, por descuido talvez, eu conseguisse seguir em frente sem um tal pesar dentro de mim. Talvez, tudo seria mais fácil se quem a gente ama nos amasse, ou quem a gente gosta, ficasse. Entretanto, o máximo que posso fazer é tentar guardar as fotografias antigas e indesejáveis dentro de uma caixa velha lá no fundo da minha memória, respirar pausadamente, e acreditar novamente que novas fotografias podem surgir a qualquer momento. E, a maioria delas, podem me fazer feliz o quanto eu preferir, sem precisar de mais registros com decepções, humilhação por um amor, tristezas e mais um coração partido (Pouco perto da felicidade,mas difícil de conseguir esquecer).
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25 março 2014
16 outubro 2013
A tranquilidade de poder sonhar.
Os sonhos, que sempre tem uma certa mania de querer ir para longe. Por via, posso decepcionar a mim mesma, desistir de alguns, mas o que será de mim sem tais?
Sinceramente, devo citar que tenho em mim todos os sonhos do universo. Gostaria poder foca-los em algo que me pareça real; que realmente vá acontecer. Como, em um mundo tão absurdamente cruel, conseguimos apanhar nossos sonhos sem que ninguém tire-nos deles? As vezes, a única chance seja de não acreditar mais em quem não acredita em nós, ou simplesmente ignorar o fato de que talvez, apenas nós mesmos acreditamos em quem poderemos ser. Mas é tão complicado! Como seria gostoso ter alguém para compartilhar nossos mais loucos sonhos e agarra-los para que não esmoreça no ar. Não quero perder a esperança, não quero perder as únicas coisas que servem para distinguir o que eu sou.
Eu sei que no fundo, é preciso sonhar com a condição de acreditar no que sonhamos, de agarra-los com todas as forças inexistentes em nossos corpos para que se torne realidade um dia; de poder ter analisar nossa vida e distinguir aonde e em qual lugar ele poderia ser encaixado, aonde poderia fazer de nossa vida mais feliz. Na verdade, não deixar que nossos sonhos virem apenas sonhos.
Porém...Ah, como é difícil aonde vivemos! [...] Espero que daqui algum tempo eu não precise escrever sobre decepções, ilusões, ou um alguém que tenha tirado isso de mim - Ou de nós. Espero que eu esteja absurdamente ocupada, acreditando e apanhando meus sonhos de tal maneira que ninguém interrompa, e sentindo, mais do que nunca, eles aproximando-se e tornando realidade: Para mim, e para todos os bons que ainda há.
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